A asma é uma doença inflamatória crônica que acomete todas as idades, sendo o objetivo principal da terapêutica o controle dos sintomas e a prevenção das crises.
A principal via do tratamento é a inalatória porque leva a medicação diretamente para o pulmão (usando doses menores para obter o controle dos sintomas) e diminui os efeitos colaterais sistêmicos.
Os dispositivos inalatórios produzem aerossóis e soluções de partículas sólidas em um gás que é capaz de alcançar e se depositar nas pequenas vias aéreas dos pulmões.
Podemos usar três tipos de dispositivos inalatórios: os nebulizadores, os inaladores dosimetrados pressurizados e os inaladores de pó. O paciente e sua família devem escolher o tipo a ser usado (devendo evitar o uso de vários), aumentando assim a adesão ao tratamento e a realização da técnica correta.
Os nebulizadores podem ser usados em todas as idades e não precisam de técnicas inalatórias especiais. A máscara deve ser adequada ao paciente. O tempo de inalação é mais prolongado e precisam de energia elétrica para funcionar. Devemos lembrar que os equipamentos devem ser devidamente higienizados após o uso.

Os inaladores dosimetrados pressurizados são pequenos, baratos, fáceis de transportar e podem ser usados para várias substâncias. Devem ser agitados antes do uso para manter a medicação em suspensão. Os espaçadores podem ser usados para reduzir a deposição das partículas na orofaringe. A máscara pode ser usada no espaçador em crianças menores de quatro anos e deve ser adequada. Lembrar de fazer a higiene bucal após o uso.

Os inaladores de pó seco são apresentações da medicação em pó, dentro de cápsulas, ou dentro de aparelhos. Indicados acima de cinco anos. São pequenos e fácil de serem transportados. A técnica consiste em uma aspiração rápida e intensa para melhor eficácia. A higiene bucal deve ser realizada após o uso.
O uso adequado do medicamento, a técnica correta, os custos e a escolha dos dispositivos inalatórios interferem na efetividade do tratamento.
Em caso de dúvidas, procure sempre atendimento médico.

Fonte: Revista de Pediatria SOPERJ-v9, no. I, p18-22, maio 2008; Asma no lactente, na criança e no adolescente. Solé D, Wandalsen G. Lanza F. Ed. Atheneu. 2016.






