Alergia e imunologia

Alergologia é a especialidade que visa o diagnóstico e o tratamento das doenças alérgicas. Atualmente esta especialidade recebeu denominação oficial de Alergia e Imunologia. O médico especialista deve estar treinado não somente no tratamento das doenças alérgicas, mas deve também possuir conhecimento do funcionamento do sistema imune, bem como estar qualificado para o diagnóstico e o tratamento de suas alterações.

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Sinais de alerta de deficiência do sistema imunológico

Duas ou mais Pneumonias no último ano Oito ou mais novas Otites no último ano Estomatites de repetição Abscessos de repetição Um episódio de infecção sistêmica grave, como por exemplo meningite Infecções intestinais de repetição / diarréia crônica Asma grave, Doença do colágeno ou Doença auto-imune Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria História familiar de imunodeficiência   Adaptado da Fundação Jeffrey Modell e Cruz Vermelha Americana

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Rinite alérgica

A rinite é a inflamação da mucosa de revestimento nasal, caracterizada pela presença de um ou mais dos seguintes sintomas: nariz entupido, coriza, espirros, coceira e diminuição do olfato. A rinite alérgica pode ser desencadeada ou agravada, principalmente pela exposição a ácaros, fungos, pólens, pêlos de animais, barata. Mas também pela exposição a mudanças bruscas de clima, fumaça de cigarros, cheiros fortes, inalação de ar frio e seco, em pessoas predispostas. Pode estar associada à conjuntivite, rinossinusite, asma, tosse crônica, etc. O diagnóstico é clínico, associado a testes cutâneos de leitura imediata e exames de sangue. O tratamento da rinite

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Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, reversível espontaneamente ou com tratamento, que se manifesta por episódios recorrentes de “chiado” e aperto no peito, falta de ar, tosse, particularmente à noite ou no início da manhã. É uma das condições crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. É a 3ª ou 4ª causa de hospitalização pelo Sistema Único de Saúde. A mortalidade por asma ainda é baixa, mas apresenta uma magnitude crescente em diversos países e regiões. Pode ser desencadeada por: poeira, mofo, pólen, barata,

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Dermatite atópica

A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele, de caráter crônico, complexa e recidivante que acomete principalmente crianças. No Brasil, a prevalência varia de 8,9 a 11,5%. Apresenta como fatores desencadeantes: poeira, mofo, barata, alimentos e agentes infecciosos. Os sintomas podem variar desde as formas mais leves e localizadas até formas mais graves e disseminadas. As características variam com a idade. O eczema é a lesão clássica (coceira, vesículas, escamas, crostas). A dermatite atópica pode estar associada à rinite, asma e alergia alimentar. O diagnóstico é clínico e exames complementares podem auxiliar na determinação de fatores desencadeantes. O controle

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Alergia alimentar

É representada por qualquer reação anormal à ingestão de alimentos e aditivos alimentares. A alergia alimentar é mais comum em crianças. Estima-se que a prevalência seja aproximadamente de 6% em menores de três anos e de 3,5% em adultos. A alergia alimentar por leite de vaca, ovo, trigo e soja desaparecem, geralmente na infância ao contrário da alergia ao amendoim, nozes e frutos do mar que podem ser mais duradouras e algumas vezes por toda a vida. Pode se manifestar como: urticária (placas no corpo), coceira, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, edema de glote, falta de ar, entre outras. O

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Alergia à picada de insetos

É a dermatose alérgica infantil mais frequente no Brasil. Tem maior incidência do terceiro mês até 7-9 anos. Acomete qualquer idade, sendo rara em adultos. As lesões são papulosas ou bolhosas associadas à coceira que podem evoluir com sequelas (cicatrizes), estão localizadas principalmente em áreas expostas como face, braços, pernas e tronco. O tratamento é evitar as picadas de insetos (uso de telas, cortinas, repelentes, hidratantes, animais de pêlos e dedetização), uso de medicamentos e imunoterapia específica (vacinas) quando necessário. Fonte Diagnóstico e tratamento das doenças imunológicas. Mario Geller. Ed. Elsevier. 2005

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Urticária

As urticárias são afecções frequentes e variam entre 15% e 25% na população geral. Cinquenta por cento das urticárias persistem por mais de um ano e 20% podem persistir além de 20 anos causando importante perda da qualidade de vida dos pacientes acometidos. Conforme o tempo de evolução é classificada como aguda (duração menor que 6 semanas) ou crônica (duração maior que 6 semanas). Pode ser causada por: alimentos, medicamentos, hemoderivados, radiocontrastes, infecções, picadas de insetos, estímulos físicos (calor, frio, pressão) e doenças (câncer). Seu diagnóstico é clínico. O tratamento visa identificar e tratar a causa.   Fonte Urticárias. Rev.

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Reações adversas a medicamentos

Podem ser classificadas como previsíveis (comuns e relacionadas às ações farmacológicas da droga) e imprevisíveis (incomuns e não relacionadas à atividade farmacológica da droga). As reações de hipersensibilidade, segundo a World Allergy Organization (WAO), podem ser alérgicas ou não alérgicas conforme apresentem ou não mecanismo imunológico como desencadeante. A maioria das reações a medicamentos não são provocadas por mecanismos imunológicos. As reações de hipersensibilidade a drogas afetam mais que 7% da população geral. Os medicamentos mais frequentes no nosso meio são os antibióticos e os antiinflamatórios não-esteroidais. Diversos fatores aumentam o risco de reação: história familiar e individual de alergia

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Dermografismo

O dermografismo é o tipo mais frequente de urticária física e está presente em 2% a 5% da população geral. É caracterizado pela formação de pápula e de vermelhidão transitórios em resposta à aplicação de uma pressão na pele (atrito) exercida por um estímulo físico. As lesões ocorrem poucos minutos após o estímulo, são acompanhadas de coceira, são mais intensas à noite e costumam associar-se a estresse, atividade física, uso de drogas (penicilina, anti-inflamatórios, codeína), banhos quentes e escabiose. O curso da doença é imprevisível, podendo variar de cinco a sete anos. De causa desconhecida, o dermografismo tem na histamina

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